RE SENTINDO SAUDADES

A emoção sempre foi meu porto. Seguro ou inseguro. Não importa. Foi nela que sempre joguei minhas amarras. Ou soltei-as para poder navegar por mares nunca dantes ou antes navegados. Profundos ou rasos. Por tempestades e calmarias. Por marulhos e marolas. Agora não esta sendo diferente. Depois de pouco mais de vinte anos num auto exílio/asilo em uma “dobra azul do Atlântico�, volto a descer (ou a subir) a escada de um porão cheio de amnésias e memórias. Mas principalmente de muitas emoções. Emoções baratas e muito raras. Todas caras.
Riba de Castro, Samurai de Quixeramobim, parceiro de sonhos e muitas navegações, me aprisiona (ou me liberta) no porão (olha o porão aí de novo!!!) desta Nau Catarineta chamada “Lira Paulistanaâ€? que acaba de levantar ferros pra viajar por mídias nunca dantes navegadas. Um documentário, um livro e sei lá mais o que… Da Olivetti Lettera 44 para os pixels. Do palco para as telas. Vamos nessa que é bom à beça!!!
Depois de dezessete anos (isso mesmo, fazia dezessete anos que não vinha a Sampa!) reencontro no píer de embarque (ou aqui neste blog) companheiros e amigos de todas ou de muitas daquelas viagens anteriores. Pura emoção. Pura detonação. Com o Riba, o Chico, Gordo e o Plínio (isso mesmo: juro que o tempo todo que estivemos juntos aí em Sampa o Plínio tava do lado, nos olhando calmamente, como sempre…) foi muito forte o sentir de novo. Um resentir sem ressentimentos. Mas principalmente uma grande saudade. Não uma saudade nostálgica, triste, de “coisas que não voltam maisâ€?. Mas uma grande saudade do futuro. E que hoje pode ser o presente!
“Botando mais fogo nesse inferno e tocando a Lira enquanto o caldeirão da cultura ferve no fogo e a pororoca não pega fogo!�

Fernando Alexandre

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